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		<title>Llachiana</title>
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		<title>Encara</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Aug 2009 16:12:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Rejewski</dc:creator>
				<category><![CDATA[Somniem (1979)]]></category>

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		<description><![CDATA[A pedidos. Encara, com letra e música de Llach, é a primeira faixa de Somniem (1979) e inclui-se no vasto ciclo de canções civis ligadas ao catalanismo. Tem uma estrutura de cantilena no refrão com estrofes de ritmo mais pungente. &#8230; <a href="http://llachiana.wordpress.com/2009/08/29/encara/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=llachiana.wordpress.com&amp;blog=3614924&amp;post=42&amp;subd=llachiana&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><em><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-33" title="album_10" src="http://llachiana.files.wordpress.com/2009/08/album_10.jpg?w=150&#038;h=150" alt="album_10" width="150" height="150" /></em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>A <a href="http://enterobiusvermicularis.blogspot.com/">pedidos</a>.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Encara</em>, com letra e música de Llach, é a primeira faixa de <em>Somniem</em> (1979) e inclui-se no vasto ciclo de canções civis ligadas ao catalanismo. Tem uma estrutura de cantilena no refrão com estrofes de ritmo mais pungente. Nas 2ª e 4ª estrofes, há a referência a Almansa, nome pelo qual ficou conhecida uma das batalhas decisivas da <a href="http://ca.wikipedia.org/wiki/Guerra_de_Successi%C3%B3">guerra de Sucessão Espanhola</a> (1701-1713/5), quando os catalães, aliados com os franceses, tentaram impedir a ascenção de Felipe de Bourbon em favor de Carlos de Áustria.</p>
<p style="text-align:justify;">À essa época, o reino da Espanha era uma espécie de reino federado, no qual os reinos integrantes eram ligados à Coroa de Castela por união pessoal. Enquanto a Coroa de Castela apoiou a ascenção de um Bourbon, a Coroa de Aragão (inclusa aí a Catalunha), tomou parte de Carlos de Áustria e desencadeou-se um dos maiores conflitos europeus do século XVII. A <a href="http://ca.wikipedia.org/wiki/Batalla_d%27Almansa">batalha de Almansa</a> (25 de abril de 1707) marcou decisivamente a vitória borbônica, o que muito mal para Catalunha, Valência e Aragão que viram seus foros privilegiados extintos e a proibição do uso da língua catalã, com os <a href="http://ca.wikipedia.org/wiki/Batalla_d%27Almansa">decretos de Nova Planta</a> (1707 para Valência e Aragão, 1715 para Maiorca e Pitiúsas e 1716 para Catalunha).</p>
<p style="text-align:justify;">A canção de Llach, presa na palavra <em>ainda</em>, ou seja, de depois de tanto tempo da batalha de Almansa e da legislação de Nova Planta, a língua continua <em>esquinçada</em>, assim como as terras dos Países Catalães continuam com linhas no seu interior a cortá-las, <em>trepitjades</em>.</p>
<p style="text-align:center;"><span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='500' height='312' src='http://www.youtube.com/embed/_PXkqmjjwMI?version=3&amp;rel=1&amp;fs=1&amp;showsearch=0&amp;showinfo=1&amp;iv_load_policy=1&amp;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Encara</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Venim del nord, venim del sud, de terra endins, de mar enllà.</em></p>
<p><em>Trepitjades terres que en el pas dels segles no heu trobat repòs.<br />
Encara<br />
cal obrir l’oracle de nostra història per a saber què som<br />
Encara<br />
esquinçades terres que heu vist les fronteres dins el vostres cos<br />
Encara<br />
escolteu la veu de tots aquells que creuen que és temps de cantar:</em></p>
<p><em>Venim de nord, venim del sud&#8230;</em></p>
<p><em>Trepitjades terres que vàreu perdre a Almansa el vostre dret a ésser<br />
Encara<br />
si creiem que som, malgrat tantes nits que ens han allunyat,<br />
Encara<br />
esquinçada llengua, fidel testimoni del que encara som,<br />
Encara<br />
escolteu la veu de tos aquells que creuen que és temps de cantar:</em></p>
<p><em>Venim de nord, venim del sud&#8230;</em></p>
<p><em>Trepitjades terres que heu plorat amb fills el dret d’existir,<br />
Encara<br />
perquè avui és hora de poder lluitar pel que volem ésser<br />
Encara<br />
esquinçades terres que rebeu el dia amb els mateixos mots<br />
Encara<br />
escolteu la veu de tots aquells que creuen que és temps de cantar:</em></p>
<p><em>Venim de nord, venim del sud&#8230;</em></p>
<p><em>Esquinçades terres que heu vist les fronteres dins el vostre cos<br />
Encara<br />
trepitjades terres que vàreu perdre Almansa el vostre dret a ésser<br />
Encara<br />
esquinçada llengua, fidel testimoni del que encara som,<br />
Encara<br />
perquè avui és l’hora de poder lluitar pel que volem ésser<br />
Encara</em></p>
<p><em>Venim de nord, venim del sud&#8230;<br />
</em></p>
<p style="text-align:justify;">© Edicions l&#8217;Empordà</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Ainda</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Vimos do norte, vimos do sul, de terra adentro e de além-mar.<br />
</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Espezinhadas terras que no andar dos séc&#8217;los não viram repouso.<br />
Ainda<br />
há de abrir-se o oráculo da nossa história pra podermos ver-nos<br />
Ainda<br />
espezinhadas terras que vistes as fronteiras pelo vosso corpo<br />
Ainda<br />
Escutai a voz daqueles que creem que é hora de cantar:</em></p>
<p><em>Vimos do norte, vimos do sul&#8230;</em></p>
<p><em>Espezinhadas terras que perdestes em Almansa o direito à vida<br />
Ainda<br />
se cremos que somos, apesar das noites que nos afastaram,<br />
Ainda<br />
destroçada língua, fiel testemunho do que ainda somos,<br />
Ainda<br />
escutai a voz daqueles que creem que é hora de cantar:</em></p>
<p><em>Vimos do norte, vimos do sul&#8230;</em></p>
<p><em>Espezinhadas terras, chorastes com os filhos o direito a ser<br />
Ainda<br />
porque agora é hora de poder luitar pelo que vamos ser<br />
Ainda<br />
Destroçadas terras que com os mesmos verbos acolheis o dia<br />
Ainda<br />
escutai a voz daqueles que creem que é hora de cantar:</em></p>
<p><em>Vimos do norte, vimos do sul&#8230;</em></p>
<p><em>Espezinhadas terras que vistes fronteiras pelo vosso corpo<br />
Ainda<br />
espezinhadas terras em Almansa perdestes o direito de ser<br />
Ainda<br />
espezinhada língua, fiel testemunho do que ainda somos<br />
Ainda<br />
por que agora é hora de poder lutar pelo que vamos ser<br />
Ainda</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/llachiana.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/llachiana.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/llachiana.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/llachiana.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/llachiana.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/llachiana.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/llachiana.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/llachiana.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/llachiana.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/llachiana.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/llachiana.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/llachiana.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/llachiana.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/llachiana.wordpress.com/42/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=llachiana.wordpress.com&amp;blog=3614924&amp;post=42&amp;subd=llachiana&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Père Sariette</media:title>
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		<title>A la taverna del Mar</title>
		<link>http://llachiana.wordpress.com/2009/08/20/a-la-taverna-del-mar/</link>
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		<pubDate>Thu, 20 Aug 2009 22:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Rejewski</dc:creator>
				<category><![CDATA[Campanades a morts (1977)]]></category>

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		<description><![CDATA[A la taverna del Mar está inserida originalmente no trabalho Campanadas a morts (1977), sendo desse disco a segunda faixa; aparece também, vinte anos depois em Nu. Essa canção de singular beleza é uma das músicas de Lluís Llach feita &#8230; <a href="http://llachiana.wordpress.com/2009/08/20/a-la-taverna-del-mar/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=llachiana.wordpress.com&amp;blog=3614924&amp;post=36&amp;subd=llachiana&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><em><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-31" title="Lluis_Llach-Campanades_A_Morts-Frontal" src="http://llachiana.files.wordpress.com/2009/08/lluis_llach-campanades_a_morts-frontal.jpg?w=150&#038;h=149" alt="Lluis_Llach-Campanades_A_Morts-Frontal" width="150" height="149" />A la taverna del Mar </em>está inserida originalmente no trabalho <em>Campanadas a morts</em> (1977), sendo desse disco a segunda faixa; aparece também, vinte anos depois em <em>Nu</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Essa canção de singular beleza é uma das músicas de Lluís Llach feita sobre poesias de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Konstant%C3%ADnos_Kav%C3%A1fis">Konstantinos Kaváfis</a>. É fato estranho que o <a href="http://www.lluisllach.cat/catala/alataverna.htm">sítio oficial</a> do cantor omita esse fato, o que não ocorre com <em><a href="http://www.lluisllach.cat/catala/itaca.htm">Ítaca</a> </em>(do disco <em>Viatge a Ítaca</em>, 1975), cuja página indica a referência ao poema <em>Ithaca</em> do poeta grego. Pode ser pelo fato de <em>A la taverna del Mar</em> não ser exatamente o poema kavafiano <em>Énas géros </em>(<em>Um velho</em>) musicado, mas sim uma paráfrase ou livre tradução, fazendo uso dos temas evidentes que são a velhice e a degradação física por ela trazida e também uma recordação dolorosa do passado. O poema pode ser lido no fim dests postagem, após a tradução da música.</p>
<p style="text-align:justify;">Sonoramente é impactante. O refrão é acompanhado por um alçamento dos instrumentos que indica o incorfomismo pela situação, enquanto o piano inicial puxa uma aura de piedade e melancolia.</p>
<p style="text-align:justify;">Aqui temos Llach interpretando <em>A la taverna del Mar</em>, no Liceu, em Barcelona (2002):</p>
<p style="text-align:center;"><span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='500' height='312' src='http://www.youtube.com/embed/Rkj_xeRyUGs?version=3&amp;rel=1&amp;fs=1&amp;showsearch=0&amp;showinfo=1&amp;iv_load_policy=1&amp;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span></p>
<p><strong>A la taverna del Mar</strong></p>
<p><em>A la taverna del Mar hi seu un vell<br />
amb el cap blanquinós, deixat anar;<br />
té el diari al davant perquè ningú no li fa companyia.</em></p>
<p><em>Sap el menyspreu que els ulls tenen pel seu cos,<br />
sap que el temps ha passat sense cap goig,<br />
que ja no pot donar l’antiga frescor d’aquella bellesa que tenia.</em></p>
<p><em>És vell, prou que ho sap; és vell, prou que ho nota.<br />
És vell, prou que ho sent cada instant que plora.<br />
És vell, i té temps, massa temps per a veure-ho.<br />
Era, era quan era ahir encara.</em></p>
<p><em>I se’n recorda del seny, el mentider,<br />
com el seny que li va fer aquest infern<br />
quan a cada desig li deia &#8220;demà tindràs temps encara&#8221;.</em></p>
<p><em>I fa memòria del plaer que va frenar,<br />
cada albada de goig que es va negar,<br />
cada estona perduda que ara li fa escarni del cos llaurat pels anys.</em></p>
<p><em>És vell, prou que ho sap; és vell, prou que ho nota&#8230;</em></p>
<p><em>A la taverna del Mar hi seu un vell<br />
que, de tant recordar, tant somniar,<br />
s’ha quedat adormit damunt la taula.</em></p>
<p>© Edicions l&#8217;Empordà</p>
<p><strong>Na taberna do Mar</strong></p>
<p><em>E na taberna do Mar senta-se um velho<br />
de cabelos brancos, deixado lá;<br />
tem à frente um jornal porque </em><em>companhia</em><em> ninguém lhe faz.</em></p>
<p><em>Sabe o desdém que os olhos têm pelo seu corpo,<br />
sabe que o tempo passou sem nenhum gozo,<br />
que já não pode dar o antigo frescor daquela beleza que ele tinha.</em></p>
<p><em>É velho, basta só que o saiba; é velho, basta só que o note.<br />
É velho, basta só que o sinta cada vez que chora.<br />
É velho, e tem tempo, muito tempo para vê-lo.<br />
Era, era quando ainda ontem era.</em></p>
<p><em>E lhe lembra o juízo, mentiroso,<br />
como o juízo que lhe fez esse inferno<br />
quando a cada anelo dizia &#8220;amanhã ainda terás tempo&#8221;.</em></p>
<p><em>E se recorda do prazer que ele estancou,<br />
cada aurora de gozo que se negou,<br />
cada hora perdida que ri da pele agora sulcada pelos anos.</em></p>
<p><em>É velho, basta só que o saiba; é velho, basta só que o note&#8230;</em></p>
<p><em>Na taberna do Mar, senta-se um velho<br />
que, de tanto lembrar, tanto sonhar,<br />
deixou-se dormir sobre a mesa.</em></p>
<p>Tradução revista em 1) 21 de agosto de 2009.</p>
<p><em><strong>Um velho</strong></em><br />
[Konstantinos Kaváfis] &#8211; <a href="http://users.hol.gr/~barbanis/cavafy/oldman-gr.html">original grego</a></p>
<p>No interior do café ruidoso,<br />
inclinado sobre a mesa, está sentado um velho;<br />
com um jornal à sua frente, sem companhia.</p>
<p>E no menosprezo da velhice miserável<br />
pensao quão pouco fruiu dos anos<br />
em que tinha a força, o verbo e a beleza.</p>
<p>Sabe que envelheceu muito; sente-o, observa-o.<br />
E entretanto o tempo em que era jovem se lhe afigura<br />
como ontem. Que breve espaço, que breve espaço!</p>
<p>E medita como a Prudência o enganava;<br />
e como sempre confiava nela &#8211; que loucura! -<br />
a mentirosa que dizia: &#8220;Amanhã. Tens muito tempo.&#8221;</p>
<p>Lembra-se dos ímpetos que reprimia; e quanta<br />
alegria acrificava. cada oportunidade perdida<br />
zomba agora da sua prudência insensata.</p>
<p>&#8230;Mas por muito pensar e recordar,<br />
o belho atordoou-se. E adormece,<br />
apoiado na mesa do café.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Tradução de Ísis Borges da Fonseca, exraída de </em>Poemas de K, Kaváfis<em>, p. 37. São Paulo: Editora Odysseus, 2006.</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/llachiana.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/llachiana.wordpress.com/36/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/llachiana.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/llachiana.wordpress.com/36/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/llachiana.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/llachiana.wordpress.com/36/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/llachiana.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/llachiana.wordpress.com/36/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/llachiana.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/llachiana.wordpress.com/36/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/llachiana.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/llachiana.wordpress.com/36/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/llachiana.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/llachiana.wordpress.com/36/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=llachiana.wordpress.com&amp;blog=3614924&amp;post=36&amp;subd=llachiana&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>La mula sàvia</title>
		<link>http://llachiana.wordpress.com/2009/08/16/la-mula-savia/</link>
		<comments>http://llachiana.wordpress.com/2009/08/16/la-mula-savia/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 16 Aug 2009 16:48:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Rejewski</dc:creator>
				<category><![CDATA[Somniem (1979)]]></category>

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		<description><![CDATA[Geralmente as músicas de en Lluís são de temas sérios e tratados com gravidade melodiosa. Porém, há algumas exceções nas quais a jocosidade e a ironia ácida tomam corpo, como o caso de La mula sàvia, do disco &#8220;Somniem&#8221; (1979). &#8230; <a href="http://llachiana.wordpress.com/2009/08/16/la-mula-savia/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=llachiana.wordpress.com&amp;blog=3614924&amp;post=13&amp;subd=llachiana&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-33" title="Somniem" src="http://llachiana.files.wordpress.com/2009/08/album_10.jpg?w=150&#038;h=150" alt="album_10" width="150" height="150" />Geralmente as músicas de <em>en</em> Lluís são de temas sérios e tratados com gravidade melodiosa. Porém, há algumas exceções nas quais a jocosidade e a ironia ácida tomam corpo, como o caso de <em>La mula sàvia</em>, do disco &#8220;Somniem&#8221; (1979).</p>
<p style="text-align:justify;">Outros exemplos de fina ironia podem ser tirados de <em>Cançoneta </em>(Conhecida mais por <em>La gallineta</em>), <em>Ningú sabia el seu nom</em> (c0nhecida também por <em>Madam</em>) e <em>Bon senyor</em>, todas do disco &#8220;Com un arbre nu&#8221; (1972).</p>
<p style="text-align:justify;"><em>La mula sàvia</em> é uma brincadeira, uma conversa entre um jovem Lluís com uma mula dum certo <em>en </em>Joan. Pela data, deduz-se que é uma crítica a como a transição democrática vinha sendo conduzida e a questão do &#8216;centralismo democrático&#8217;, que, certamente aponta para uma desconsideração das nacionalidades espanholas, notoriamente a catalã. Abaixo, os deixamos com <em>La mula sávia</em>. Infelizmente não encontramos nenhum vídeo disponível no YouTube que pudesse representar a música, por isso preparamos um <a>vídeo bem sem graça</a>.</p>
<p style="text-align:center;"><span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='500' height='312' src='http://www.youtube.com/embed/ifivl4dbvCg?version=3&amp;rel=1&amp;fs=1&amp;showsearch=0&amp;showinfo=1&amp;iv_load_policy=1&amp;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span></p>
<p><strong>La mula sàvia</strong></p>
<p><em>La mula d’en Joan em comentava:<br />
Ja sé que potser sóc massa mula<br />
però si faig cas de les lectures<br />
veig el futur negre per a en Joan.<br />
Si la meva psique de mula no em falla<br />
sento un niu de trampes conceptuals.</em></p>
<p><em>Pactisme només vol dir que aquell que mana<br />
pot donar-te més ració d’userda;<br />
tu, a canvi, encara et fas i et sents més mula,<br />
i has d’estirar el carro molt més fort.<br />
No és que estigui contra el masoquisme<br />
però, per vici, em posa el morro fort.</em></p>
<p><em>Allò del centralisme democràtic,<br />
això sí que me fa petar de riure;<br />
és com dir que quan foto una cossa<br />
té la gràcia d’un somrís ben fet.<br />
Jo que conec prou les meves cosses,<br />
val a dir de pas que en Joan també,<br />
per més que m’esforci no hi ha manera<br />
que em pugui empassar aquest invent.</em></p>
<p><em>Per a mi el treball sempre és un càstig,<br />
menys per a aquell que s’hi realitza.<br />
I quan sento que l’esquerra programa<br />
més augment de la productivitat,<br />
vol dir que, per a en Joan, el càstig<br />
fàcilment pot ser encara més llarg.<br />
Si el sistema és un llum d’oli<br />
i la flama el capital,<br />
no entenc massa l&#8217;estratègia<br />
de posar oli al fanal.</em></p>
<p><em>Vaig mirar-me fix aquella mula<br />
tot dient: &#8220;Lluís cal fotre el camp&#8221;;<br />
i mentre anava cap a Verges<br />
no em treia del cap l’animal.<br />
Ja només aquesta em faltaria<br />
que, per culpa d’una mula sàvia,<br />
tingués dubtes sobre aquests vells dogmes<br />
que ja he après d’uns altres animals.</em></p>
<p><em>Com a darrera conclusió,<br />
si mai he de fer de pagès,<br />
no em busqueu amb una mula.<br />
Compraré un tractor modern. </em></p>
<p style="text-align:justify;">© Edicions l&#8217;Empordà</p>
<p><strong>A mula sábia</strong></p>
<p><em>A mula do seu João comentava:<br />
Já sei que, talvez, seja eu muito mula<br />
mas se faço caso às leituras<br />
vejo o futuro negro prò seu João.<br />
Se a minha psiquê de mula não falha,<br />
sinto um bolo de arapucas conceituais.</em></p>
<p><em>Pactismo apenas quer dizer que quem manda<br />
pode te dar mais um pouco de alfafa;<br />
tu, por tal, te fazes e te sentes ainda mais mula,<br />
e terás de puxar a carroça ainda mais forte.<br />
Não é que eu seja contra o masoquismo<br />
mas, por vício, me deixa de mal humor.</em></p>
<p><em>Aquilo do centralismo democrático,<br />
isso sim que me faz estourar de rir;<br />
é como dizer que quando faço uma cossa <strong>[1]</strong><br />
tem a graça dum sorriso bem feito.<br />
Eu que conheço bem as minhas cossas,<br />
diga-se de passagem, que seu João também,<br />
por mais que me esforce não há maneira<br />
de poder engolir esse invento.</em></p>
<p><em>Pra mim o trabalho sempre é um castigo,<br />
menos para aquele que nele se realiza.<br />
E quando sinto que a esquerda programa<br />
mais um aumento da produtividade,<br />
quer dizer que, prò seu João, o castigo<br />
facilmente pode ser ainda maior.<br />
Se o sistema é lume de óleo<br />
e a chama o capital,<br />
não entendo a estratégia<br />
de pôr óleo no lampião.</em></p>
<p><em>Olhou-me fixamente aquela mula<br />
dizendo: &#8220;Lluís, é hora de arar o campo&#8221;;<br />
e enquanto ia para Verges<br />
não me saia da cabeça o animal.<br />
Agora essa não mais me faltaria<br />
que, por culpa duma mula sábia,<br />
tivesse dúvidas sobre esses velhos dogmas<br />
que já aprendera duns outros animais.</em></p>
<p><em>E como derradeira conclusão<br />
se, por acaso, tiver de ser lavrados,<br />
não me procurai com uma mula.<br />
Comprarei um trator moderno.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em></em><strong>[1]</strong> segundo o <em>Gran Diccionari de l&#8217;Encilopèdia Catalana</em>, cossa é &#8220;antiga medidade de secos, sexta parte da medida propriamente dita, equivalente aproximadamente ao <em>cóp</em> ou ao <em>mesuró</em>. E complementado pela definição da Enciclopèdia: &#8220;Antiga medida de secos, a sexta parte da medida propriamente dita, que persistiu na zona pirenaica (Ripollès, Cerdanya, Vallespir), equivalente ao <em>cóp</em> ou ao <em>mesuró</em> de outras comarcas, que são o vinte e quatro avos da <em>quartera</em> (70 ou 80 litros, segundo a Wikipédia catalã)&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Tradução revista em 1) 19 de agosto de 2009.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/llachiana.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/llachiana.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/llachiana.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/llachiana.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/llachiana.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/llachiana.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/llachiana.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/llachiana.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/llachiana.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/llachiana.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/llachiana.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/llachiana.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/llachiana.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/llachiana.wordpress.com/13/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=llachiana.wordpress.com&amp;blog=3614924&amp;post=13&amp;subd=llachiana&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Père Sariette</media:title>
		</media:content>

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			<media:title type="html">Somniem</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Campanades a morts</title>
		<link>http://llachiana.wordpress.com/2009/08/15/campanades-a-morts/</link>
		<comments>http://llachiana.wordpress.com/2009/08/15/campanades-a-morts/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 15 Aug 2009 15:45:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Rejewski</dc:creator>
				<category><![CDATA[Camp del Barça (1985)]]></category>
		<category><![CDATA[Campanades a morts (1977)]]></category>
		<category><![CDATA[Rar (1994)]]></category>

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		<description><![CDATA[Vamos reativar o blogue, projeto mal iniciado e parado por outras premências. Como primeira música, apresentamos a emblemática Campanades a morts, surgida no contexto da redemocratização espanhola quando, durante um protesto em Gasteiz (País Basco), manifestantes foram mortos pela polícia, &#8230; <a href="http://llachiana.wordpress.com/2009/08/15/campanades-a-morts/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=llachiana.wordpress.com&amp;blog=3614924&amp;post=6&amp;subd=llachiana&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-31" title="Lluis_Llach-Campanades_A_Morts-Frontal" src="http://llachiana.files.wordpress.com/2009/08/lluis_llach-campanades_a_morts-frontal.jpg?w=150&#038;h=149" alt="Lluis_Llach-Campanades_A_Morts-Frontal" width="150" height="149" />Vamos reativar o blogue, projeto mal iniciado e parado por outras premências. Como primeira música, apresentamos a emblemática <em>Campanades a morts</em>, surgida no contexto da redemocratização espanhola quando, durante um protesto em Gasteiz (País Basco), manifestantes foram mortos pela polícia, demonstrando claramente que a truculência do regime franquista ainda não cessara de vez e fazia-se sentir.</p>
<p style="text-align:justify;">A canção <em>Campanadas a morts</em> (&#8220;Badaladas pelos mortos&#8221;) tem letra e música de Lluís Llach, é de 1977 e aparece nos seguintes discos: <em>Campanades a morts </em>(1977), <em>Camp del Barça</em> (1985) e <em>Rar</em> (1994), conforme <a href="http://www.lluisllach.cat/catala/campanadesmorts.htm">informação</a> do sítio oficial do cantautor.</p>
<p style="text-align:justify;">A música supreende pelo seu tom de marcha fúnebre e pelo peso da sua representação; a letra dramática evocando os mortos em Gasteiz entra em completa sintonia com a melodia. É certamente a canção mais profunda e dolorida de Llach. Abaixo, um vídeo com a gravação de 1977; mas atenção com as imagens, pois elas fazem referência à Guerra Civil Espanhola.</p>
<p style="text-align:center;"><span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='500' height='312' src='http://www.youtube.com/embed/Bd6wYjLbqG8?version=3&amp;rel=1&amp;fs=1&amp;showsearch=0&amp;showinfo=1&amp;iv_load_policy=1&amp;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span></p>
<p style="text-align:justify;">Segue-se abaixo a letra orinal e a tradução. Nota bem que a tradução poderá ser alterada para maior aperfeiçoamento da mesma.</p>
<p><em><strong>Campanadas a morts</strong></em></p>
<p><em>I</em></p>
<p><em>Campanades a morts<br />
fan un crit per la guerra<br />
dels tres fills que han perdut<br />
les tres campanes negres.</em></p>
<p><em>I el poble es recull<br />
quan el lament s&#8217;acosta,<br />
ja són tres penes més<br />
que hem de dur a la memòria.</em></p>
<p><em>Campanades a morts<br />
per les tres boques closes,<br />
ai d&#8217;aquell trobador<br />
que oblidés les tres notes!</em></p>
<p><em>Qui ha tallat tot l&#8217;alè<br />
d&#8217;aquests cossos tan joves,<br />
sense cap més tresor<br />
que la raó dels que ploren?</em></p>
<p><em>Assassins de raons, de vides,<br />
que mai no tingueu repòs en cap dels vostres dies<br />
i que en la mort us persegueixin les nostres memòries.</em></p>
<p><em>Campanades a morts<br />
fan un crit per la guerra<br />
dels tres fills que han perdut<br />
les tres campanes negres.</em></p>
<p><em>II</em></p>
<p><em>Obriu-me el ventre<br />
pel seu repòs,<br />
dels meus jardins<br />
porteu les millors flors.</em></p>
<p><em>Per aquests homes<br />
caveu-me fons,<br />
i en el meu cos<br />
hi graveu el seu nom.</em></p>
<p><em>Que cap oratge<br />
desvetllí el son<br />
d&#8217;aquells que han mort<br />
sense tenir el cap cot.</em></p>
<p><em>III</em></p>
<p><em>Disset anys només<br />
i tu tan vell;<br />
gelós de la llum dels seus ulls,<br />
has volgut tancar ses parpelles,<br />
però no podràs, que tots guardem aquesta llum<br />
i els nostres ulls seran llampecs per als teus vespres.</em></p>
<p><em>Disset anys només<br />
i tu tan vell;<br />
envejós de tan jove bellesa,<br />
has volgut esquinçar els seus membres,<br />
però no podràs, que del seu cos tenim record<br />
i cada nit aprendrem a estimar-lo.</em></p>
<p><em>Disset anys només<br />
i tu tan vell;<br />
impotent per l&#8217;amor que ell tenia,<br />
li has donat la mort per companya,<br />
però no podràs, que per allò que ell va estimar,<br />
el nostres cos sempre estarà en primavera.</em></p>
<p><em>Disset anys només<br />
i tu tan vell;<br />
envejós de tan jove bellesa,<br />
has volgut esquinçar els seus membres,<br />
però no podràs, que tots guardem aquesta llum<br />
i els nostres ulls seran llampecs per als teus vespres.</em></p>
<p><em>IV</em></p>
<p><em>La misèria esdevingué poeta<br />
i escrigué en els camps<br />
en forma de trinxeres,<br />
i els homes anaren cap a elles.<br />
Cadascú fou un mot<br />
del victoriós poema.</em></p>
<p>© Edicions l&#8217;Empordà</p>
<p><em><strong>Badaladas pelos mortos</strong></em></p>
<p><em>I<br />
Badaladas pelos mortos<br />
dão um grito pela guerra<br />
dos três filhos que perderam<br />
os três sinos negros.</em></p>
<p><em>E o povo está recolhido<br />
quando o lamento vem,<br />
são já três penas a mais<br />
que levaremos na memória.</em></p>
<p><em>Badaladas pelos mortos<br />
pelas três bocas fechadas,<br />
ai, daquele trovador<br />
que esquecer as três notas!</em></p>
<p><em>Quem cortou o alento<br />
desses corpos tão jovens,<br />
sem maior tesouro<br />
que a razão dos que choram?</em></p>
<p><em>Assassinos de razões, de vidas.<br />
que não tenheis repouso até o fim dos vossos dias<br />
e que na morte vos persigam as nossas memórias.</em></p>
<p><em>Badaladas pelos mortos<br />
dão um grito pela guerra<br />
dos três filhos que perderam<br />
os três sinos negros.</em></p>
<p><em>II</em></p>
<p><em>Abri-me o ventre<br />
pelo seu repouso,<br />
dos meus jardins<br />
levastes as melhores flores.</em></p>
<p><em>Por esses homens<br />
cavastes-me fundo,<br />
e no meu coração<br />
aí gravastes o seu nome.</em></p>
<p><em>Que nenhum tempo<br />
despertou o som<br />
daqueles que morreram<br />
sem ter tristeza.</em></p>
<p><em>III</em></p>
<p><em>Dezessete anos apenas<br />
e tu, tão velho;<br />
ciumento da luz dos seus olhos,<br />
quiseste fechar suas pálpebras,<br />
mas não poderás, que todos guardamos essa luz<br />
e o nossos olhos serão lanternas para as tuas tardes.</em></p>
<p><em>Dezessete anos apenas<br />
e tu, tão velho;<br />
invejoso de tão jovem beleza,<br />
quiseste então esquartejar os seus membros,<br />
não não poderás, que do seu coração temos lembrança<br />
e cada noita aprenderemos a amá-lo.</em></p>
<p><em>Dezessete anos apenas<br />
e tu, tão velho;<br />
impotente para o amor que ele tinha,<br />
deu-lhe a morte por companhia,<br />
e não poderás, que para aquilo que ele estimava,<br />
o nosso corpo será sempre em primavera.</em></p>
<p><em>Dezessete anos apenas<br />
e tu, tão velho;<br />
invejoso de tão jovem beleza,<br />
quiseste então esquartejar os seus membros,<br />
mas não poderás, que todos guardamos essa luz<br />
e o nossos olhos serão lanternas para as tuas tardes.</em></p>
<p><em>IV</em></p>
<p><em>A miséria tornou-se poeta<br />
e escreveu nos campos<br />
em forma de trincheiras,<br />
e os homens andarão a elas.<br />
Cada um foi palavra<br />
do vitorioso poema.</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/llachiana.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/llachiana.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/llachiana.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/llachiana.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/llachiana.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/llachiana.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/llachiana.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/llachiana.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/llachiana.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/llachiana.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/llachiana.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/llachiana.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/llachiana.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/llachiana.wordpress.com/6/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=llachiana.wordpress.com&amp;blog=3614924&amp;post=6&amp;subd=llachiana&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Père Sariette</media:title>
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		<title>Introdução</title>
		<link>http://llachiana.wordpress.com/2008/04/30/introducao/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 14:27:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Rejewski</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Poetas de primeiro quilate é coisa rara. Poetas e músicos de primeira linha é coisa ainda mais rara; conjugar musicalidade, linguagem poética, reinvidicações e sentimento numa única pessoa é praticamente impossível. Mas existe pessoa assim e nome tem: Lluís Llach. &#8230; <a href="http://llachiana.wordpress.com/2008/04/30/introducao/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=llachiana.wordpress.com&amp;blog=3614924&amp;post=4&amp;subd=llachiana&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Poetas de primeiro quilate é coisa rara. Poetas e músicos de primeira linha é coisa ainda mais rara; conjugar musicalidade, linguagem poética, reinvidicações e sentimento numa única pessoa é praticamente impossível. Mas existe pessoa assim e nome tem: Lluís Llach. O cantautor catalão é o gênio que falta às diversas nacionalidades, só os catalães o tem na plenitude. Temos Chico Buarque, mas lhe falta a dramaticidade dos temas (o que não tira, em absoluto, o seu valor), mas alguém como Llach, não há.<br />
A idéia aqui é falar sobre Llach e, principalmente, a tradução de sua obra.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/llachiana.wordpress.com/4/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/llachiana.wordpress.com/4/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/llachiana.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/llachiana.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/llachiana.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/llachiana.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/llachiana.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/llachiana.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/llachiana.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/llachiana.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/llachiana.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/llachiana.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/llachiana.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/llachiana.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/llachiana.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/llachiana.wordpress.com/4/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=llachiana.wordpress.com&amp;blog=3614924&amp;post=4&amp;subd=llachiana&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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